sábado, 31 de maio de 2014

DENÚNCIAS VÊM DE "PARTIDOS QUE NÃO QUEREM DISCUTIR COM A SOCIEDADE

O senador Eunício Oliveira (PMDB) disse estar “pasmo e indignado” com batida da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira, 29, na Câmara Municipal e sede do PMDB no Ceará. Classificando denúncia que motivou a ação como fruto de “arapongagem”, o senador insinuou que acusações viriam de"partidos que não querem ouvir a sociedade”.
“O PMDB não fez nada de errado, estava apenas ouvindo a sociedade. Existem partidos que não querem ouvir a sociedade, acham que ela não pode participar. Aí não querem que os outros ouçam”, disse o senador ao O POVO.
Na manhã desta quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal e sede do PMDB cearense. A batida fazia parte de investigação que apura campanha antecipada e suposto uso da máquina do Legislativo para apoiar candidatura de Eunício Oliveira ao Estado. A mesma decisão suspendeu encontros do PMDB no interior.
Segundo a denúncia, veículos da Casa teriam sido utilizados para transportar vereadores para evento pró-Eunício. “Isso é coisa de um araponga, conhecido por fazer essas coisas, que estava acompanhando nossos eventos. Ele fez denúncia ao Ministério Público dizendo que tinha apito dentro do partido. Eu não sei nem o que é isso, é aquele negócio de soprar?”, disse.
O senador compara ainda a ação com repressão existente durante a ditadura militar. “Quanto medo, quanta assombração o PMDB está causando. Eu, sinceramente, estou pasmo e indignado, nem na ditadura nós vimos partido político sendo invadido”, disse.

O POVO Online

Confira a nota do PMDB nacional:
"O PMDB Nacional repudia a ação executada na manhã de hoje pela Polícia Federal na sede do diretório estadual do partido no Ceará, em cumprimento a ordem do Tribunal Regional Eleitoral.

O episódio causa consternação: nem nos tempos da ditadura, partidos políticos tiveram suas sedes invadidas. Ainda mais quando não há nexo ou consistência nas motivações alegadas. Em plena democracia, uma sede de partido foi invadida para busca de apitos e outros materiais. Chega a ser chocante.

O que o partido tem feito no Ceará é ouvir a população em encontros regionais que promove regularmente, inclusive em anos não eleitorais. É contra a realização desses encontros que veio a ordem para a ação policial na sede do partido.

A Polícia nada encontrou de irregular na busca. Nem poderia. Afinal, o PMDB sequer detém controle sobre o uso da máquina pública do Ceará. Estranhamente, a ação ocorreu mesmo depois de duas decisões da Justiça Eleitoral considerarem totalmente legais os encontros promovidos pelo PMDB, rejeitando denúncias improcedentes. O PMDB não aceita qualquer tentativa de suprimir o livre exercício da democracia. Vai adotar as providências cabíveis contra essa ação agressiva à sua sede e continuará, dentro da Lei, com o eu propósito de ouvir o povo.

Depois de consultar o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, assino esta nota.

Senador Valdir Raupp - Presidente Nacional do PMDB

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