domingo, 16 de novembro de 2014

Ajustes de 2015 irão afetar bolso da população

NEG 1
Em meio às incertezas quanto às medidas que serão adotadas pela presidente Dilma Rousseff, para conter a inflação e retomar o crescimento da economia, há um consenso entre as previsões de analistas acerca do próximo ano: 2015 será um período de ajustes, durante o qual ações que afetarão diretamente o bolso do brasileiro serão sentidas logo no primeiro semestre.
Quer através do aumento de preços em itens como energia elétrica e combustível, quer pela possível alta na taxa de desemprego, as mudanças previstas para o próximo ano deverão deixar o brasileiro mais cauteloso, pelo menos nos primeiros meses do ano - o que pode levar a uma redução do consumo.
'Mal necessário'
Embora tendam a desagradar a maioria da população e mesmo parte do setor produtivo, esses ajustes são vistos hoje, pelos analistas, como um "mal necessário". "É melhor termos um primeiro semestre de 2015 muito ruim, para depois termos algum efeito positivo, do que termos de enfrentar uma situação pior depois", afirma o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) de Minas Gerais Márcio Salvato.
Elevação dos juros
De acordo com ele, diante de uma inflação beirando o teto da meta do governo e da perspectiva de aumento expressivo de preços administrados - aqueles que são definidos por contratos ou por decisões de órgãos públicos, como energia e combustíveis - , uma das medidas que o governo deverá perseguir é a elevação da taxa básica de juros, associada diretamente ao desaquecimento da economia.
Conforme explica, o crescimento econômico do País, nos últimos anos, foi em grande parte motivado pelos estímulos ao consumo, alimentando uma demanda que, embora tenha perdido ritmo recentemente, cresceu além da oferta. Como resultado, complementa, houve alta expressiva dos preços de produtos e serviços, a qual precisa agora ser combatida, ainda que isso implique, em 2015, em uma taxa de crescimento igual ou inferior à de 2014.
Menos vagas
Uma das implicações do menor ritmo da economia, acrescenta, será a possibilidade de perdas no mercado de trabalho.
"Para quem é assalariado e possui baixa remuneração, há um risco maior de perder o emprego. Esse risco vai depender muito da pessoa e da qualificação que ela tem", frisa.
Salvato acrescenta que também há a tendência de que, em 2015, os trabalhadores consigam ganho real inferior ao conquistado nos últimos anos.
O professor ressalta ainda, que uma das recomendações que os brasileiros deveriam seguir, no primeiro semestre do próximo ano, seria evitar contrair dívidas que comprometam a renda deles, preferindo poupar e esperar por um momento em que os rumos da economia estejam mais claros e propícios para as compras.
Diário do Nordeste

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