sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CONTROLADORIA ANUNCIA PROCESSO CONTRA PM QUE PEDIU VOTO PARA CAMILO E DILMA

Lista de oficiais enquadrados, antes formada por apoiadores de candidatos de oposição a Cid Gomes, tem agora subtenente que declarou voto em governistas.

O governo do Ceará vai processar um policial militar que manifestou publicamente apoio a Camilo Santana (PT) e Dilma Rousseff (PT) durante a campanha passada. A lista de PMs que serão julgados por terem declarado voto soma agora 21 oficiais.
Conforme apurou O POVO, o subtenente Wladimir Carvalho Ibiapina é o primeiro que será processado por expressar preferência pelos candidatos ao governo do Estado e à presidência da República apoiados pelo governo.

Os outros pediram voto publicamente para candidatos de oposição ao governo, como Capitão Wagner (eleito deputado estadual pelo PR), Cabo Sabino (eleito deputado federal pelo PR) e Eunício Oliveira (PMDB), derrotado por Camilo Santana na disputa pelo governo.

Disciplina enfraquecida

A abertura de processo contra Wladimir foi publicada no Diário Oficial do Estado de 3 de novembro. De acordo com o controlador geral de disciplina dos órgãos da segurança pública do Estado, o subtenente, lotado em Juazeiro do Norte, participou de evento no qual teria se identificado como policial militar e manifestado apoio a candidato a presidente e governador.
O controlador, ao observar que são vedadas aos militares manifestações de cunho político-partidário, afirma que a conduta do subtenente “incita discussões políticas no seio da tropa e enfraquece a disciplina policial militar, ferindo a ética e a deontologia dessa categoria profissional de servidores públicos”.

Com base nisso, foi designado conselho de disciplina para “apurar transgressões disciplinares supostamente cometidas” por Wladimir.

Assim como os demais oficiais enquadrados, o subtenente poderá, ao fim do processo, ser preso ou mesmo expulso da PM.

O perfil de Wladimir no Facebook mostra mensagens de apoio a Camilo e Dilma publicadas durante a campanha. Numa, ele comenta conversa que teve com dois colegas que “tomaram caminhos diferentes” na eleição.

“Acredito na força do diálogo e caso Camilo Santana vença as eleições, se for pela vontade popular e Deus abençoar, deveremos ter uma relação amistosa e de aproximação com o governo”, escreveu.

O POVO tentou ouvir o policial, mas a mensagem enviada a ele por meio do Facebook não foi respondida até o fechamento desta página.

Fonte: O POVO

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