quinta-feira, 6 de novembro de 2014

QUESTÃO DE OPINIÃO - SE VIVO FOSSE, PADRE XIMENES COMPLETARIA 89 ANOS

Fisicamente, se vivo fosse, hoje ele estaria completando 89 anos, já que espiritualmente ele nunca deixou as comunidades por ele assistidas, como um bom pastor, motivo pelo qual já era considerado um Santo vivo.
Falo do Pe. Luis Ximenes, na sua simplicidade, pois ignorava a titularidade de Monsenhor, e preferia que fosse chamado de Pe. Ximenes.
Pessoa de um comportamento ilibado e ímpar, destacou-se em pregar as leis divinas e pela sua dedicação as causas dos menos favorecidos.
No seu vestir, era desprovido de boas vestimentas, pois apresentava-se como roupas simples e surradas pelo passar do tempo. Não rara vezes, ele descobria a necessidade de um novo calçado, pois o usual já era detentos de orifícios que o incomodava ao andar em solos irregulares.
Desprendido de bens materiais, seu compromisso maior era poder ser útil ao próximo, mas cultuava apenas a vontade de possuir um Jeep modelo 54, fato concretizado em 1980, onde tenho orgulho de ter intermediado sua aquisição.
Além do religioso respeitado e admirado por todas orientações religiosas, era um ser humano brincalhão e extrovertido e tinha o dom de escrever, destacando-se como um excelente poeta.
Filho de ferroviário, seu Pai foi maquinista da estrada de ferro lotado na Cidade de Camocim; era ele o padre celebrante em todos eventos da Rffsa, pelo reconhecimento dos seus livros poéticos sobre o Trem, tema que ele exercia com fascínio e domínio.
No Pátio das oficinas da Rffsa, Oficina dos Urubus, sito na avenida Francisco Sá, próxima a nossa casa, tem uma praça com seu nome, em retribuição pelo excelente trabalho na divulgação da Ferrovia em todo Brasil.
Nossa identificação não se prendia somente ao fatos de sermos filhos de Ferroviários, mas pelas incontáveis conversas sobre assuntos diversos e no laço de compadrio, era padrinho do nosso filho João Paulo.
Nossa cumplicidade chegou ao ponto de pedir minha sugestão, bem reservado, já que era período de eleição, de onde fincaria um vagão ferroviário, ganho da Superintendência da Rffsa, através do Dr. José Maria, para fundar o seu museu, mas que infelizmente não viu a concretização do seu sonho, já que veio a falecer em 04 de outubro de 1994, dois meses depois da sua prévia escolha do local.
Sua morte precoce, abalou toda a Zona Norte do Estado, onde os fiéis rezavam e oravam sem acreditar na partida do Pe. Ximenes.
A constatação de milagres alcançados através do Pe. Ximenes, é fato de estudo e comprovação pelo grande escritor e historiador, meu amigo, Cel. Mauro Mororó.
Em brevidade, deverá ser lançado, pelo Jornalista, Escritor e Poeta, Barros Alves, através da AFASQ, um livro completo sobre a vida do Padre Ximenes.
São 20 anos da sua partida e saudades Eternas, mas o que nos conforta é que seus ensinamentos humanistas e religiosos, sempre estão presentes em nossa comunidade.

Marculino Neto é radialista.

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