quinta-feira, 6 de novembro de 2014

REVELADA IDENTIDADE DO SOLDADO QUE MATOU BIN LADEN

O militar americano que teria matado Osama bin Laden em maio de 2011 teve a identidade revelada ontem. Robert O’Neill tem uma entrevista agendada com o canal de TV Fox News para este mês, mas o jornal britânico “Mail Online” conversou com seu pai, Tom, que garantiu que seu filho deu os tiros que mataram o líder da al-Qaeda.

— As pessoas temem que, com a entrevista, jihadistas do Estado Islâmico, tentem nos atingir. Digo a elas que pintarei um alvo bem grande na porta da minha casa e direi “que venham” — disse Tom.


O’Neill, de 38 anos, é um dos principais nomes do Seal Team Six, grupo de elite das Forças Armadas americanas, e foi parabenizado por ter matado Bin Laden durante o ataque à fortaleza do terrorista, em Abbottabad, no Paquistão. Ele passou 16 anos entre os Seals, mas deixou a força após a missão. Sua decisão de falar é atribuída à perda de benefícios a que teria direito caso completasse 20 anos de serviço.

A decisão de quebrar o voto de silêncio dos Seals pode levá-lo ao banco dos réus. O chefe da unidade, Michael Magaraci, e o almirante Brian Losey afirmaram que buscarão medidas legais para proteger informações confidenciais que possam ser reveladas pelo ex-soldado.



— O que ele poderia fazer depois de servir às Forças Armadas como serviu? Trabalhar no supermercado? Minha ex-mulher não deu à luz um covarde — disse Tom.

O militar cresceu em Butte, uma cidade de mineiros em Montana, onde caçava animais com o pai. Embora afirme que tenha entrado nas Forças Armadas para esquecer uma antiga namorada, seu pai dá uma outra versão para seu alistamento aos 19 anos.

— Íamos caçar, e um amigo perguntou se poderíamos levar um membro dos Navy Seals conosco — conta Tom. — Esperávamos alguém enorme e musculoso, mas quando Rob viu que era um sujeito normal, disse: “Se ele pode ser um Seal, eu também posso”.

O’Neill foi enviado a quatro zonas de guerra diferentes no Iraque e no Afeganistão, e participou de mais de 400 operações de combate. Ele também participou do resgate da tripulação do Maersk Alabama, navio sequestrado por piratas somalis em 2009., e ajudou a salvar o soldado Marcus Luttrell, único sobrevivente de uma fracassada operação para capturar o líder do Talibã no Afeganistão.

— Ele e Marcus ainda são amigos, e jantaram juntos outro dia — conta, com orgulho, o pai.

A decisão de quebrar o voto de silêncio pode levá-lo ao banco dos réus. O chefe dos Seals, Michael Magaraci, e o almirante Brian Losey afirmaram que buscarão medidas legais para proteger informações confidenciais que possam ser reveladas pelo soldado.

— Eu apoio todas as decisões de Rob — conta Tom. — O que ele poderia fazer depois de servir as Forças Armadas como serviu? Trabalhar no supermercado? Minha ex-mulher não deu à luz a um covarde. Não seremos dominados pelo medo.

Numa entrevista à revista “Esquire”, no ano passado, O’Neill, indentificado apenas como “o atirador”, reclamava do tratamento dado aos veteranos das Forças Armadas, e se mostrava preocupado com a perda de serviços de saúde e benefícios de pensão que teria, ao deixar os Seals.

Para Tom O’Neill, um grande motivo de orgulho é o fato de seu filho — condecorado 52 vezes com os mais diferentes tipos de medalhas — nunca ter recebido a medalha conhecida como Coração Púrpura, concedida àqueles que sofreram ferimentos ou morreram em missões de combate.

— Em nenhuma das missões que participou ele deixou que companheiros passassem por riscos — diz o pai do soldado.

Fonte: oglobo.globo.com

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