domingo, 17 de julho de 2016

Mulher é morta a facadas em frente à filha de 7 anos durante assalto no Rio

Cristiane foi morta em frente à filha Foto: Álbum de família

O rapaz mora perto da mãe e disse que no horário em que ela foi abordada, por volta das 20h30m, a rua costuma ser bastante movimentada:

- Essa violência toda... É complicado, viu? É ali pertinho da prefeitura. Deveria ter segurança. E ser morta com essa violência toda. Minha mãe nem reagiu. Só falou que não tinha dinheiro.

Cristiane ainda foi levada para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu. O corpo seguirá para o Instituto Médico Legal (IML). Parentes da dona de casa foram ouvidos na 6ª DP (Cidade Nova), mas o caso será transferido para a Divisão de Homicídios (DH).

O enterro de Cristiane será realizado às 17h desta sexta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio.

O ex-marido da vítima e pai de Wallace, José Ferreira, de 48 anos, estava separado de Cristiane há cerca de 20 anos, mas mantinha contato e amizade com a dona de casa:

- Estou muito triste. Ainda não consigo acreditar. Ela era uma pessoa muito bem humorada, que gostava de dançar e aproveitar a vida. Foi mais uma vítima da violência que vemos todos os dias nos jornais.

'Estava desesperada'

Vivian Silva, de 47 anos, amiga de Cristiane, esteve no Hospital Souza Aguiar, onde a dona de casa foi atendida. Ela contou ter ouvido um relato da filha da vitima, que presenciou o crime e ficou desesperada.

- A garota me contou que, ao ver a mãe esfaqueada, desesperou-se e correu para o meio da rua. Um táxi que vinha em sua direção teve que parar bruscamente. Ao perceber a situação, o taxista colocou a menina e a mãe no carro e as levou para o hospital - disse Vivian.

Vagner Saúde, de 28 anos, amigo da família de Cristiane, também esteve no Souza Aguiar .

- A menina estava completamente desesperada. De cortar o coração.

Ele mora no Estácio há 25 anos e se queixou da violência no bairro. Segundo Vagner, consumidores de crack costumam se reunir na Praça do Teleporto, em frente ao local onde a dona de casa foi atacada:

- Estão tendo muitos assaltos. A gente está sem segurança. Minha mãe tem 65 anos e evita sair à noite aqui no bairro. Nunca vi desse jeito. A praça fica cheia de cracudos à noite.

De acordo com moradores, na quinta-feira, horas antes de Cristiane ser ferida, um motorista foi assaltado na Rua Sampaio Ferraz, onde ela morava.

Nesta sexta de manhã, havia uma patrulha da PM na Praça do Telégrafo e também motos da corporação circulando pelo local. Em nota, a PM informou que o policiamento na região é realizado diariamente com motos, carros e também a pé.

"A Assessoria de Imprensa esclarece que segundo o comando do 4º BPM (São Cristóvão), o policiamento naquela área é realizado diariamente com motos, viaturas e a pé, além de operações de trânsito com o objetivo de reduzir ações criminais na região. O comandante solicita que as vítimas façam registros na Delegacia para que o Batalhão possa mapear a mancha criminal.A vítima pode também ligar para o Disque-Denúncia através do telefone: (21) 2253-1177 ou para o 190".

Fonte: EXTRA

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