segunda-feira, 29 de agosto de 2016

VENHA CONHECER MACARAÚ, AQUI É MEU LUGAR!

Macaraú é um desses lugares que quem visita uma vez sempre quer voltar. Muito disso é pela acolhida das pessoas e pelo lugar de paz que é, mas também dizem que a água daqui é doce e encanta os visitantes. Pode ser. O que é certo é que Macaraú é sinônimo de tranquilidade, refúgio, acolhida, encontro, lar e raiz.

1 – ­Maracanaú? Acaraú? Não moço, Ma­ca­ra­ú!
Macaraú é um distrito de Santa Quitéria, pequeno, modesto, mas tão aconchegante e caloroso quanto o calor que faz de dia. Aqui se acorda com o canto dos galos e passarinhos e com leite fresco na porta, e é costume cumprimentar quem passa no caminho. Tem um céu maravilhoso com show de cores no pôr do sol e estrelas infinitas e brilhantes durante a noite (nesse horário até rola um friozinho).

2 – Um terra banhada por dois rios.
Macaraú está localizado entre dois rios, cuja junção dos nomes dá origem ao seu nome: Rio do Macaco e Rio Acaraú. Normalmente no período chuvoso os rios enchem bastante e, por falta de uma ponte se torna uma ilha. Sendo assim, a opção para quem precisa ir ao outro lado do rio é a travessia de canoa ou, para os mais dispostos, a pé ou a nado. Apesar disso, ou até por isso, essa época é maravilhosa. Antes desse período tão longo de estiagem, semana santa era sinônimo de travessia de canoa e isso não intimidava os que sempre vêm nesta época do ano.

3 – As tradições da Semana Santa.
Por falar em Semana Santa, de acordo com a crença local só pode dançar, apostar e comer carne no Sábado de Aleluia. Antigamente nem tomar banho, limpar a casa ou pentear os cabelos podia (pensa aí como a criançada gostava). Os amigos e família se reúnem, tem gente bebendo vinho ao lado da igreja, e um costume interessante é preparação do Judas que acontece na madrugada de sexta pra sábado. Os que organizam roubam objetos das casas dos desavisados (vaso de plantas, cadeiras, antena parabólica, mesa de sinuca, carro, carroça e por aí vai) para compor o sítio do Judas. Na manhã do Sábado de Aleluia, várias pessoas vão com baladeiras, paus e pedras para tentar derrubá-­lo. Depois de feito, lê­-se o testamento, o qual aborda os assuntos atuais da comunidade e deixa, com piada, os objetos de herança para seus verdadeiros donos. Mas tem um detalhe: tem que madrugar para conseguir ver esse movimento; 8h30 da manhã já tem acontecido tudo.

4 – A Festa da Padroeira.
É a época mais badalada, quando os filhos e “enteados” da terra retornam para os festejos da padroeira Sant’Ana (é em julho, mas devido a cheia dos rios e impossibilidade de passagem de carros, a data foi alterada). Banho de rio pra refrescar, barraquinhas de palha na beira do rio, missa todo dia, ruas e praças lotadas, paredões de som, barracas de comida, barracas de tiro, cama elástica, parque, festa no clube, festa no balneário, leilão, sorvete de espuma, procissão e roupa nova, claro. O Vesperal é a celebração mais esperada, lotada, animada e quente da festa de setembro. Acontece no último domingo, no Kid Balneário, começa às 14h e termina por volta das 21h. É mais certo ter Forró Real do que gente nessa festa. E, com certeza, é a melhor época para conhecer Macaraú: a comunidade fica mais viva do que nunca. Vamos pra festa de setembro desse ano?!

5 – Rua da Lama.
Por aqui é difícil conhecer as ruas por nome. Normalmente quando se quer falar de uma, indica um ponto de referência que normalmente é a casa ou a bodega de alguém. Mas como exceção tem a Rua da Lama, ela termina no Rio do Macaco, que é intermitente e só tem água no período chuvoso. Antigamente, sem calçamento, quando o rio enchia e depois secava deixava muita lama na rua. Daí vem o nome! Mas hoje não se encontra lama com facilidade por lá, não.

6 – Praça Velha e Praça Nova
Aqui tem duas praças principais. Os que estão iniciando um romance e querem sossego e “privacidade”, podem ir para a Praça Velha (Praça da Igreja) que, por ser mais arborizada, deixa o ambiente mais escurinho e romântico. Já para os que querem mais agitação, a Praça Nova é ideal para encontrar os amigos, colocar o som e ficar sabendo todas as novidades.

7 – ­Deixa de ser bila, cara!
Você é aquela pessoa que não gosta de gastar dinheiro, que nunca quer colaborar pra vaquinha do refrigerante, que não gosta de dividir comida, emprestar brinquedo e esse tipo de coisa? Se a resposta for sim, então você é bila! Mas tudo bem… Só não exagera. Porque teve até comerciante que ganhou esse apelido por isso, por ser tão pão-duro. Ops! Quer dizer… bila!

8 – Todo morador de Macaraú já vivenciou pelo menos uma dessas cenas.
Levou um carão do Seu Valderi durante uma partida de carimba no patamar da igreja; viu o Cristelo mandar parar uma brincadeira se auto­intitulando delegado; fugiu das cosquinhas da Marli; admirou a beleza da Teuride; teve o Romualdo fotografando seu aniversário (com três horas de parabéns e canja servida na bandeja); viu ou soube do Zé Maria, Cláudio Vasconcelos, Maria do Carmo ou Chagas Padeiro lutando por melhorias pra comunidade; ou ouviu falar do João Sabão, Seu Beija, Maria Goiaba e Bilica.

9 – Todo macarauense sabe.
Quem não é daqui, nunca vai saber o que é aprender a andar de moto ou carro fazendo manobras nas traves do campo e nunca vai entender o quão bom são a coxinha e o pastel do Seu Narcísio acompanhados de um Tabajara bem geladinho. Os que são chegados em uma cervejinha gelada, sempre recorreram ao Baiúca e aos que gostam mesmo do movimento, ficam pela pizzaria do Alex que fica coladinho com a praça nova. Nunca saberão também a sensação de se aventurar no rio pulando da “ponte” ou de alguma árvore pertinho da água, e, se der preguiça de ir pra casa na hora do almoço, ainda tem três balneários como opção para aquele peixe frito delícia com a chuva artificial escorrendo no telhado para refrescar.


Texto de Thais Macedo - Filha de Macaraú - Vós

Muito amor por esse lugar! MACARAÚ Aqui é meu lugar!

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