domingo, 19 de março de 2017

Você sabe a diferença entre urgência e emergência? Saber isso é importante ao paciente

Urgência e emergência são expressões comuns da medicina, mas, apesar de muito parecidas, no âmbito hospitalar, elas possuem significados bem diferentes. O que a grande maioria da população não sabe, é que para cada caso, existe uma opção de atendimento oferecido.

Segundo Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, a resolução 1451/95 do Conselho Federal de Medicina (CFM) define as situações.

“É muito natural que o paciente procure imediatamente o pronto atendimento, mesmo nos casos de baixa gravidade, como por exemplo, uma gripe forte. O que ele não sabe é que isso acaba prejudicando o atendimento médico como um todo. Hoje, existem boas alternativas para esses casos, de menor complexidade, o atendimento domiciliar é um deles, já que ele consegue atender o paciente onde estiver ajudando a desafogar o sistema de saúde”, comenta o médico.

Urgência é a ocorrência imprevista de agravo à saúde sem risco potencial de vida, em que o paciente necessita de assistência médica. Ou seja, é quando existe uma situação e ela não pode ser adiada, precisa de tratamento médico adequado para não agravar.

“Casos urgentes são aqueles que necessitam de intervenção médica, mas tem um caráter menos imediato, como por exemplo, luxações, torções, e doenças como catapora e sarampo”, explica Adriano.

Já emergência é a constatação médica de agravo à saúde que implique em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato. Ou seja, emergência é uma situação crítica, que exige intervenção médica naquele exato momento.

“São consideradas emergências, por exemplo, os casos de hemorragias, parada cardiorrespiratória e infarto”, detalha o especialista.

Para cada caso, existe um tipo de atendimento. Nos casos de menor gravidade, como dores leves, mal estar, tosse, o paciente pode optar por atendimento em postos de saúde, ou se preferir, até o próprio atendimento domiciliar. Já nos casos mais graves ou urgentes, como pancada na cabeça, febre alta, dores no peito, é aconselhada a ida o pronto atendimento. Quanto aos casos de alta gravidade ou emergência, como acidentes de trânsito, ferimentos à bala, AVC, casos em que a vida fica em risco eminente, devem ser encaminhados imediatamente ao pronto socorro.

Ainda segundo Aier, não importa o caso, seja ele urgente ou emergente, é aconselhável que o paciente procure atendimento médico, para diagnóstico e tratamento adequado ao seu caso, evitando agravamento da situação.

“Saúde é coisa séria, e deve ser tratada de tal maneira por especialistas. Qualquer problema deve ser diagnosticado o mais rápido possível”, completa o especialista.

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