sexta-feira, 4 de maio de 2018

Cagece, Enel, Oi e Caixa Econômica lideram ranking de reclamações do Procon

O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) divulgou nesta quinta-feira, 3, ranking das empresas que mais foram alvo de reclamações pelos consumidores da Capital em 2017. No total, foram realizadas 19.235 reclamações, sendo a maioria, 50,17%, referentes a operadoras de cartão de crédito, financeiras e bancos.
Confira ranking de empresas reclamadas: 


Companhia de Água e Esgoto do Ceará - Cagece (329)
Companhia Energética do Ceará - atual Enel (230)
Oi Móvel S/A (188); Caixa Econômica Federal (136)
Banco Bradescard S/A (135)
Banco Bradesco S/A - ouvidoria (122)
Telemar Norte Leste Oi S/A (121)
Banco ItaúCard S/A (111)
Banco do Brasil S/A (102)
Telefônica Brasil S/A - Vivo (58).

Confira ranking das empresas que menos resolvem problemas dos consumidores:

Banco PAN S/A (89,2% não resolvidas)
Banco Itaú Unibanco S/A (77,5%)
Embracon Administradora de Consórcio Ltda. (75,5%)
Banco Santander - Brasil S/A (75,4%)
Banco do Brasil S/A (55,8%)
Banco ItaúCard S/A (53,1%)
Banco Bradesco S/A - ouvidoria (50%)
FortBrasil administradora de cartões de crédito Ltda. (48,7%)
Companhia de Água e Esgoto do Ceará - Cagece (45,5%)
Via Varejo S/A - Casas Bahia e Ponto Frio (42,1%)

Confira a lista de principais problemas alegados:


Cobrança indevida/abusiva: 7.977
Cálculo de prestação/taxa de juros: 2.391
Produto com vício: 1.549
Valor de reajuste (mensalidade de contratos): 621
Serviço não fornecido (entrega/instalação/não cumprimento da oferta/contrato): 349
Não entrega/demora na entrega do produto: 344
Cálculo de prestação em atraso: 342
Valor do bem: 337
Reajuste abusivo (preço, taxa, mensalidade, etc.): 271
SAC - Resolução de demandas (ausência de resposta, excesso de prazo, não suspensão imediata da cobrança): 237

O Procon ressalta que não são todos os números que são resultados de reclamação fundamentada - que significa abertura de processo administrativo contra empresas. Por vezes a questão é resolvida antes de ser judicializada. Em 2017, foram fundamentadas 3.755 reclamações. 2016 registrou quase o mesmo número: 3.747 de um total de 20.873 atendimentos.

Casos resolvidos


O índice de resolução dos casos saltou de 43,8% em 2016 para 56,8% em 2017. Para a diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos o aumento do índica significa que algo positivo está transformando as relações de consumo. Ela percebe que as empresas têm resolvido os problemas do cidadão, o que demonstra a força que têm os procons.

Multas 


O Procon realizará multirão para julgar as reclamações que não foram solucionadas pelas empresas em audiência de conciliação. O prazo é de 30 dias. Em maio de 2017, o órgão multou as empresas que menos resolveram questões dos consumidores em R$ 5.149.257,00 nas reclamações relativas a 2016.



Redação O POVO Online

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