sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Ceará encerra 1º semestre com alta de 4,63% na venda de veículos

Inserido ainda em um cenário político-econômico turbulento, o segmento automotivo tem conseguido esboçar reação. No primeiro semestre do ano, mais de 25,2 mil emplacamentos de automóveis e comerciais leves foram registrados no Ceará. O volume é 4,63% maior que em igual período do ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Somente no mês de junho, foram 4,4 mil veículos.

Os automóveis são os chamados carros de passeio. Estes representam o segundo maior volume de vendas em junho no Estado, somando 3,8 mil unidades novas, contabilizando um crescimento de 15,82% ante junho de 2018. Já os comerciais leves, que são pequenas picapes utilizadas especialmente para fins laborais, totalizam 613 carros emplacados, alta de 3,55%.

Motocicletas

As motos, campeãs de vendas no Ceará, amargaram queda de 19,10% em apenas um mês. Apesar de ainda terem sido vendidas 4,61 mil motocicletas em junho - número considerado elevado e o de maior expressividade no mês -, em maio haviam sido 5,7 mil. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef), Luiz Antonio Trotta Miranda, esse é um indicador para ser monitorado ao longo dos próximos meses. "No Ceará, a representatividade de motos é muito alta. É importante monitorar porque o consumidor de moto depende muito de crédito, da economia estar girando, de emprego", afirma.

No sentido contrário, a venda de caminhões deu um salto de 12,2% na passagem de maio para junho, tendo sido emplacados 138 automóveis novos da categoria em junho, de acordo com a Fenabrave. Já os ônibus registraram uma leve queda de 3,51% entre maio e junho, passando de 57 para 55 emplacamentos.






Recuperando perda

O presidente do Sindicato de Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel), Everton Fernandes, explica que o mercado de novos vem recuperando a perda que teve em 2018. "Então tem realmente crescido significativamente em relação ao ano passado, porque nos anos anteriores, principalmente 2016 e 2017, não foram muito bons em vendas", esclarece.

Ele ainda pontua que há espaço para incrementos maiores. "A estimativa da Fenabrave é de que mais de 3 milhões de carros sejam produzidos e comercializados no mercado interno brasileiro. Em 2016, esse número estava na casa de 2 milhões", destaca.

Devido a essa perda ocasionada pela crise econômica, o segmento de novos tem apresentado ritmo de vendas melhor do que o de seminovos, de acordo com o presidente do Sindivel. "Temos crescido 5% no acumulado de janeiro a junho, entre auto e comerciais leves. Em anos anteriores, tivemos uma migração de quem comprava novo para seminovo. Agora existe o retorno desse público para o mercado de novos", afirma.

Fernandes revela que há a conquista de um novo público para os usados. "Com o crescimento da economia, a gente acaba ganhando mercado do público que não estava comprando carro ou que tinha motocicleta". Além disso, ele ressalta que o crescimento do setor só não deve ser maior pela baixa oferta. "Demanda nós temos. Mas tivemos uma redução na produção de veículos, principalmente entre 2015 e 2017, o que acarreta em uma oferta menor do que tínhamos há três anos".


*Diário do Nordeste.

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