terça-feira, 20 de agosto de 2019

Queimadas no Brasil aumentam 82% em relação a 2018

As queimadas no Brasil aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, se compararmos o mesmo período de janeiro a agosto – foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em 7 anos no país. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerados com com base em imagens de satélite.

Nesta segunda-feira (19), o "dia virou noite" em São Paulo, no Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná. Por volta das 15h, uma forte névoa escura cobriu a capital paulista, deixando a cidade no breu. Especialistas explicaram que uma frente fria com ventos marítimos originada do Sul do Brasil trouxe uma nuvem do tipo stratus, mais baixa e carregada. Junto a isso, a fumaça originada das queimadas da floresta amazônica nos estados do Norte foi potencializada com focos em outros países da América Latina.

Cinco estados tiveram um maior aumento no número de queimadas no Brasil desde o início do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado: Mato Grosso do Sul, com uma alta de 260% em relação a 2018; Rondônia, com 198%; Pará, com 188%; Acre, com 176%; e Rio de Janeiro, com 173%. Se tomarmos como base apenas o número, Mato Grosso é líder, com 13.641 focos, o que representa 19% do total nacional.

Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas do Inpe, disse que apesar da alta no número de incêndios, a chegada da fumaça da região Norte ao Sudeste não é um fenômeno raro. Ele fala que o pôr do sol um pouco mais avermelhado é um dos sinais, mas em menor intensidade do que foi visto nesta segunda-feira.

O pesquisador também explica que o El Niño tem um efeito que aumenta a estiagem, mas não causa o aumento das queimadas. O fenômeno ajuda a aumentar a "espalhar o fogo".

"Elas [queimadas] são todas de origem humana, umas propositais e outras acidentais, mas sempre pela ação humana. Para você ter queimada natural você precisa da existência de raios. Só que toda essa região do Brasil central, sul da Amazônia, está uma seca muito prolongada, tem lugares com quase três meses sem uma gota d’água" - Alberto Setzer.

G1

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